Semba

Semba (ou masemba no plural) é um género de música e de dança tradicional de Angola que se tornou muito popular nos anos 50. É o resultado de uma longa mistura de estilos pois contem na sua génese influência de diferentes grupos étnicos e linguísticos de Angola, bem como de vários ritmos africanos.

Numa tradução livre, a palavra Semba representa “o corpo do homem que entra em contato com o corpo da mulher ao nível do barriga”.

Em Kimbundu, das várias línguas angolanas, Semba também pode significar “Umbigada”. Umbigada acaba por descrever também o movimento base da Semba quando o contato entre os dois corpos é provocado pelo homem que de repente puxa a mulher pela anca e a traz em direção à sua barriga. A Umbigada é exatamente o que ainda é feito hoje na Rebita, dança tradicional angolana.

 

Inicialmente, a Semba era uma dança única em que o homem dançava em frente de uma mulher. O homem colocava a mão sobre as ancas da mulher e criava a um movimento súbito que provocava um choque ao nível da barriga – a umbidaga. Hoje, a Semba evoluiu para uma dança de casal com grandes passos acompanhados de uma batida rápida.

 

A Semba acaba por ser uma dança fácil para iniciantes já que é uma dança baseada em caminhadas, com uma gama de tempos, desde lento e relaxado a rápido, e várias variações de ritmo. Inegável é a energia contagiante do ritmo! A dança pode ser linear ser feita em torno de um líder. A pause é semelhante a uma espera de salão de baile, embora os líderes se inclinem para a frente ou se dobrem ligeiramente na cintura, e as senhoras nunca se inclinem para trás. Também é um estilo com muito espaço para a improvisação, sendo sempre fácil incorporar por exemplo expressões cómicas durante a dança. Os movimentos da Semba são semelhantes aos de Milonga.

 

Barceló de Carvalho, mais conhecido como Bonga, é um dos principais artistas angolanos e dos mais fortes embaixadores da música Semba internacionalmente. A banda Ngola Ritmos também contribuiu muito para a divulgação da música Semba. Outros ícones incluem Liceu Vieira Dias, Domingos Van-Dúnem, Mário da Silva Araújo, Manuel dos Passos e Nino Ndongo.